Briefing

Newsletter da Internacional Progressista | No. 5 | Em direção a Cuba

A Flotilha Nuestra América romperá o cerco, salvará vidas e defenderá o direito do povo cubano à autodeterminação.
Na 5ª Newsletter da Internacional Progressista de 2026, além de outras notícias do mundo, nós examinaremos o cerco cada vez mais rígido de Washington a Cuba—e a flotilha de movimentos sociais, trabalhadores e trabalhadoras, voluntários e voluntárias que se preparam para rompê-lo com solidariedade no mar aberto. Quer receber a nossa newsletter diretamente no seu email? Inscreva-se pelo formulário no final desta página.

O governo Trump está apertando o cerco em torno de Cuba.

No fim de janeiro, a Casa Branca assinou uma nova ordem executiva intensificando o bloqueio a Cuba— com sanções, interdições e tarifas sobre qualquer país que forneça combustível à ilha. Washington chamou isso de “pressão máxima”. Na prática, a ordem executiva implica petroleiros apreendidos no mar, voos cancelados e canais financeiros congelados.

As importações de combustível estão paralisadas no exterior. Os aeroportos estão sem combustível. Os hospitais racionam energia. Os ônibus ficam parados nas garagens. Em toda a ilha, a vida cotidiana está sendo forçada a retroceder: rotas canceladas, clínicas às escuras, farmácias vazias, famílias contando litros de gasolina e horas de luz.

É com isso que o que chamamos de punição coletiva se parece. E quando os governos impõem o sofrimento como política, a solidariedade torna-se um dever. Por isso, esta semana, uma coalizão internacional de movimentos, sindicatos e organizações de base anunciou a Flotilha Nuestra América—uma missão marítima que transportará alimentos, medicamentos e suprimentos essenciais pelo Caribe para o povo cubano.

Um dos organizadores que participou da flotilha em direção a Gaza no ano passado, David Adler, relembrou: “Quando os governos impõem punições coletivas, a sociedade civil tem a responsabilidade de agir—romper o cerco, levar comida e remédios e mostrar que a solidariedade pode cruzar qualquer fronteira ou mar.” Em todo o hemisfério, outras pessoas que apoiam a Flotilha dizem o mesmo. A representante colombiana María Fernanda Carrascal afirma que é simples: “quando um vizinho é privado de combustível, remédios e comida, a solidariedade se torna um dever”. Nos Estados Unidos, a congressista Rashida Tlaib alertou que essa política de estrangulamento “não representa o povo americano”.

A iniciativa segue o exemplo das flotilhas que desafiaram o cerco de Gaza—sociedade civil organizada que se recusa a deixar que os bloqueios ditem quem come e quem passa fome. Da Cidade do México a Bogotá, de Barcelona a Detroit, voluntários e voluntárias estão se apresentando para tripular embarcações, reunir suprimentos e abrir novas rotas de solidariedade. E a resposta já repercutiu. A cobertura (El Diario, El País, Common Dreams, La Jornada, The National, Telesur, Diario Red) se espalhou pelo mundo. Milhares escreveram para se juntar à missão. Trabalhadores, trabalhadoras, parlamentares e ativistas estão fazendo a mesma pergunta: como podemos embarcar nesse projeto?

Porque esta flotilha levará mais do que ajuda. Ela levará uma mensagem: o povo cubano não está sozinho, e a punição coletiva encontrará a solidariedade coletiva.

Se eles construírem um bloqueio, nós construiremos uma flotilha.

Ajude-nos a carregar os navios.

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Date
13.02.2026
Progressive
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